Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Por Débora Cordeiro, João Marcelo e Philipe Moreira

O futebol do Distrito Federal viveu fortes emoções neste ano. Clubes campeões estaduais depois de três décadas, time feminino na elite nacional e muita interatividade marcaram 2018. Pode-se dizer de muitas surpresas também, seja ela positiva ou negativa. Com uma maior participação da imprensa esportiva, passando cada detalhe de sua competição favorita ou de seu clube de coração. Felicidade, tristeza, glórias e decepções deram o tom do esporte mais amado pelos brasileiros, o futebol.

CAMPEONATO BRASILIENSE DE FUTEBOL PROFISSIONAL MASCULINO


O Sobradinho conquistou o título candango depois de 32 anos
Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

Como de praxe, a primeira competição do ano é o Candangão. A expectativa começa bem antes de janeiro, comumente mês de início do campeonato, com especulações e montagens do elenco. Neste ano aconteceu a 60ª edição do campeonato, com início em 20 de janeiro e término em 7 de abril. Doze equipes disputaram o título, e aos finalistas, vagas em competições nacionais e regionais (Série D, Copa do Brasil e Copa Verde).

O Sobradinho sagrou-se campeão, derrotando o Brasiliense no estádio Mané Garrincha. Foi o terceiro título da equipe, que não conquistava desde 1986. Com isso, tornou-se o sétimo time na lista dos maiores campeões, quinto, contando os que ainda estão em atividade. À sua frente continuam Gama (11), Brasiliense (9), Brasília (8), Taguatinga (5), Defelê e Rabello, ambos com quatro títulos e extintos.

Foram 80 partidas entre os clubes da primeira divisão, todas detalhadas no site da Federação de Futebol do Distrito Federal. O artilheiro foi Michel Platini (Sobradinho) com 11 gols e o goleiro menos vazado, Edmar Sucuri do Brasiliense, sofrendo 9 gols em 14 partidas, uma média 0,64 gols sofridos por jogo. A classificação final definiu Paranoá e Samambaia como os dois rebaixados à segunda divisão de 2019. Se na competição a equipe de Samambaia fez feio, nas redes sociais poderia ganhar o título de campeã. Veja a matéria feita pelo Distrito do Esporte sobre a interatividade do clube.





CAMPEONATO BRASILEIRO DE FUTEBOL FEMININO A2












Uma publicação compartilhada por 🇸🇱 MINAS ICESP BRASÍLIA 🇸🇱 (@minasicesp) em

A segunda competição que mobilizou o Distrito Federal foi com as "minas" do Minas ICESP. O time de futebol feminino era o único representante da capital do Brasil no campeonato da segunda divisão nacional. As "minas" começaram sua jornada em março contra o Canindé-SE, já com uma impressionante goleada de 10 a 0, garantindo uma vaga na fase classificatória. 

A primeira fase rendeu o segundo lugar, atrás apenas do Internacional. Foram sete jogos, seis vitórias e só uma derrota, justamente para o Colorado. Fazendo com que o clube do Distrito Federal se credenciasse à semifinal, enfrentando o 3B Sport-AM. Na final, já com o acesso à primeira divisão garantido, enfrentou o Vitória-BA. E o título veio nos pênaltis, com destaque para a defesa de Kris, dando ponto final ao campeonato. Ficou curioso para saber como foram todos os jogos do Minas/ICESP no campeonato? Clique aqui.



CAMPEONATO BRASILIENSE DE FUTEBOL JÚNIOR


Em maio ocorreu o terceiro campeonato de futebol envolvendo clubes do DF, o "Candanguinho". Os 18 times participantes foram divididos em três grupos de seis clubes cada. Chegar na final significaria que além da disputa do título, os dois finalistas representariam o Distrito Federal na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2019, maior campeonato de base do país.

O maior campeão do século e terceiro maior geral, Brasiliense, não participou da competição. Gama (10) e Brasília (9), os dois maiores campeões, não fizeram jus à fama de bicho-papão do campeonato e saíram ainda na primeira fase. A grande surpresa foi o Legião, que chegou à final da competição e garantindo uma das vagas para a Copinha 2019. O clube campeão foi o Ceilândia sob o comando de Léo Roquette. A equipe ceilandense será a segunda representante do Distrito Federal na maior competição de futebol júnior do país, que iniciará em janeiro.





CAMPEONATO BRASILIENSE DE FUTEBOL FEMININO


No mesmo fim de semana do "Candanguinho, meados de maio, iniciou o "Candangão Feminino". Com apenas cinco times na disputa (Ceilândia, CRESSPOM, Gama, Minas/ICESP e Santa Maria), o campeonato de tiro curto tinha o Minas/ICESP como grande favorito. As "minas" disputavam o brasileiro série A2 simultaneamente e já se encontravam nas primeiras posições na competição nacional.

A grande pedra no sapato para tirar o título das mãos da favorita era o CRESSPOM, maior vencedor da competição com sete troféus em sua galeria. Na primeira fase tudo igual, 1 a 1. Na fase mata-mata, o Minas/ICESP enfrentou o Gama e com duas vitórias, 3 a 0 e 3 a 1, passou com facilidade. Já a equipe da Polícia Militar mediu forças com o Ceilândia, duas vitórias iguais (2 a 0) para as meninas da PM. 

O primeiro tempo da grande final começou 19 de agosto, um domingo ensolarado em Ceilândia, no estádio Maria Abadia. Novamente um empate, 1 a 1, levaram a decisão completamente aberta para o segundo jogo. A expectativa era de mais um jogo equilibrado, porém, com um passeio das "minas", 3 a 0, levou o caneco, seu terceiro. Por ter chego à final, o CRESSPOM representará o DF na Série A2, competição vencida pelo Minas/ICESP neste ano.

O CRESSPOM ainda continua como o maior vencedor do Distrito Federal
Foto: Reprodução Facebook CRESSPOM Capital Guerreiras

SEGUNDA DIVISÃO DO CAMPEONATO BRASILIENSE DE FUTEBOL MASCULINO

O Capital surpreendeu e se sagrou campeão da divisão de acesso
Arte: Danilo Queiroz/Distrito do Esporte

A divisão de acesso do "Candangão" prometia. Com um nível técnico maior do que os anos anteriores e com a transmissão em TV aberta, a Segundinha, como é carinhosamente chamada, iniciou em agosto. Taguatinga e Brazlândia eram tidos como as equipes que garantiriam o acesso. As duas caíram no mesmo grupo, o que teoricamente diminuiu as chances dos outros times da chave.

Na outra chave, o tradicionalíssimo Brasília, segundo maior vencedor do estadual da primeira divisão. Além deles, Botafogo-DF e Cruzeiro eram outras forças candidatas à fase final. Porém, como diz o ditado, "futebol é dentro de campo". Legião, que havia mantido a sua equipe do "Candanguinho", e Planaltina foram as equipes classificadas para as semifinais.

Seguindo a mística do ditado anteriormente mencionado, o Capital surpreendeu a todos e se classificou no grupo junto com o Taguatinga. Nas semis, o time do rock despachou o Planaltina e o tradicional TEC eliminou o Legião. A grande final, em jogo único, terminou em 1 a 1. Com isso, a decisão foi para os pênaltis e o Capital se tornou o mais novo campeão da divisão de acesso.