Ninho do Carcará depende de verba para ter reformas e voltar a ser utilizado


Estádio precisa de uma série de intervenções para estar apto
Foto: Reprodução da internet

Por Danilo Queiroz

Nos últimos anos, o maior problema da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF) na organização do Campeonato Candango está relacionado a regularização dos palcos do torneio. Ano após ano, as arenas da capital federal apresentam problemas que impossibilitam seu uso no torneio local. O estádio Ninho do Carcará, no Cruzeiro, segue esperando reformas para ser uma das opções de mando de campo no futebol local.

Apesar de não ter nenhum clube da região administrativa na elite do futebol local - o Cruzeiro disputou a Segunda Divisão na atual temporada, mas não conseguiu o acesso -, a arena poderia aparecer como uma das opções para os times que disputarão o torneio atuarem dentro da capital federal e mais próximas do centro de Brasília, já que o palco esportivo está localizado a cerca de 9,5 km da Rodoviária do Plano Piloto.

Apesar da necessidade de intervenção, a Secretaria da Casa Civil, Relações Institucionais e Sociais classificou a situação do Ninho do Carcará com “regular". A pasta informou que existe um projeto em posse da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para a “reforma e manutenção de todo o complexo esportivo”, que também tem em suas dependências um ginásio poliesportivo. Todos os equipamentos do espaço são geridos pela Administração Regional do Cruzeiro.

Detalhando as intervenções previstas no Ninho do Carcará, a Casa Civil do Distrito Federal explicou que existe previsão para a realização da “troca do gramado e a conclusão da arquibancada com todas as exigências de segurança previstos pelos órgãos competentes”. Entretanto, o órgão governamental evitou estipular prazos para que o serviço seja concluído, já que todas as obras dependem de “disponibilidade financeira por parte da Administração Regional”.

Procurada, pela reportagem do Distrito do Esporte na última semana, a gerência da Região Administrativa do Cruzeiro informou que levantaria, junto ao administrador da cidade, a disponibilidade de verbas para a execução da reforma do complexo esportivo. Entretanto, após diversas cobranças até a publicação e última atualização desta reportagem, nenhum novo retorno para esclarecer a situação que envolve o Ninho do Carcará foi feito.

Deputado promete destinar recursos


Em fevereiro de 2018, o deputado distrital Rafael Prudente (MDB) chegou a "fechar" uma parceria com o clube da cidade para que fosse feita uma reforma no complexo visando a utilização do local pelo Cruzeiro na Segundinha local. As intervenções incluíam a ampliação das arquibancadas, troca de todo o gramado do equipamento e revitalização dos vestiários com recursos vindos de emenda parlamentar destinados pelo político.

Procurado pela reportagem do Distrito do Esporte, o parlamentar esclareceu que uma emenda no valor de R$ 600 mil para reforma e ampliação do Ninho do Carcará chegou a ser aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e os recursos foram transferidos para a Novacap executar as obras. Entretanto, por "problemas técnicos identificados no projeto", as intervenções não foram iniciadas.

O deputado ressaltou que ainda pretende transferir o valor para a recuperação do Ninho do Carcará. Segundo sua assessoria de comunicação, a destinação foi reapresentada na CLDF e espera avaliação da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, o que está previsto para "o início do mês de dezembro". Ainda segundo Prudente, o "projeto de obras está sendo corrigido para que os trabalhos possam começar no próximo ano". Com isso, a Novacap reiniciaria os reparos no estádio.

No mês de março, o deputado Rafael Prudente sugeriu CLDF outra ação envolvendo o estádio do Cruzeiro: a troca do nome oficial do local - que hoje se chama Francisco Pires - para Odilon Aires. A mudança seria feita para prestar uma homenagem ao correligionário político que foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, por corrupção passiva em processo da Operação Caixa de Pandora.

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