Depois um ano parado, Chesman curte boa fase do recomeço no Inhumas

Em alta no Inhumas, meio-campista já pensa temporada de 2019
Foto: Arquivo Pessoal

Por Danilo Queiroz

O futebol é uma constante roda gigante para a maioria dos que se aventuram e encaram o esporte como meio de vida. Com o meio-campista Chesman Coutinho a história não foi diferente. Aos 24 anos, o jogador já vivenciou diversas experiência estando por cima em algumas, como nos momentos de destaque, e por baixo em outras, enfrentando dificuldades que já o fizeram pensar em abandonar a carreira profissional.

Natural do Distrito Federal, Chesman está novamente por cima e coleciona boas atuações com a camisa do Inhumas, clube da terceira divisão de Goiás que atualmente está disputando às semifinais da divisão de acesso. Quando o meio-campista chegou, o time goiano estava fora da zona de classificação para a fase decisiva. Antes, porém, o jogador enfrentou um período longe de quase um ano longe gramados devido aos percalços encontrados no caminho.

Enumerando as dificuldades enfrentadas por grande parte dos jogadores, Chesman lembra que chegou a se desanimar no período parada. "A questão de parar às vezes bate nas nossas portas principalmente por causa do calendário brasileiro, que para a maioria dos jogadores é pequeno. Ainda tem clubes que não cumprem com seus compromissos. Graças a Deus tive uma oportunidade e agora é continuar trabalhando para que venha um clube melhor em 2019, ressaltou.

Lamentando o curto calendário do futebol do DF, o meio-campista ressaltou a necessidade de se manter jogando. "Em Brasília jogamos apenas o Campeonato Candango e se não procurarmos uma forma para nos sustentarmos tem o perigo de passar uma necessidade muito difícil. A maioria dos atletas trabalham e jogam. Eu sou pai de família e preciso estar em atividade para poder suprir as necessidades dentro de casa", contou Chesman, que jogou no Ceilandense em 2017.

Depois da breve tempestade, Chesman experimentou o ápice da volta por cima na partida diante do Monte Cristo, quando marcou dois gols na vitória por 4x0 que selou a classificação do Inhumas. "Agradeço primeiramente a Deus por está voltando a fazer o que eu mais amo e poder fazer um bom trabalho aqui em Goiás. Fui muito bem recebido no clube. Tive uma oportunidade e agarrei ela como se fosse a última chance. Estou aproveitando bem", destacou o jogador.

Para a próxima temporada, o jogador tem conversas com o Boca Júnior (SE) para a disputa do Campeonato Estadual. Entretanto, Chesman não descarta voltar ao futebol Distrito Federal, onde poderia trabalhar e ficar mais próximo dos familiares. "Apareceu uma situação lá em Sergipe, no Boca Juniors, mas eu voltaria a jogar em Brasília. Atuar onde residimos é muito bom ainda mais ao lado da família", frisou.

Na primeira partida das semifinais da terceira divisão do Campeonato Goiano, o Inhumas de Chesman - que também conta com o atacante Batata - acabou saindo em desvantagem ao ser derrotado em casa pelo Aparecida por 2x1. Porém, a história do meio-campista é mais do que uma prova das grandes voltas que o esporte dá, podendo servir de inspiração ao clube na busca pela volta por cima e o consequente acesso para a segunda divisão do estado.

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