Finalista do Prêmio Dimba, Paulinho lembra semana difícil antes de golaço

Jogador é um dos finalistas do prêmio que elegerá o gol mais bonito da temporada local
Foto: Reprodução/Instagram
Por Danilo Queiroz

Na segunda feira, os torcedores do Distrito Federal conheceram o autor do gol mais bonito do ano e vencedor do Prêmio Dimba. Finalista da premiação e campeão da Segunda Divisão do Campeonato Candango com o Capital em 2018, o volante Paulinho só tem o que comemorar. Com as conquistas individuais e coletivas, o desempenho do jogador também rendeu um contrato com o Brasiliense para a próxima temporada. 

Apesar de novo, o atleta já viveu experiência grandes no futebol. Desde os cedo no esporte, o atleta começou jogando futebol de areia e futsal na escolinha Jovem Plan. As primeiras oportunidades nos gramados vieram através de CFZ e Planaltina. Jabaquara, Portuguesa Santista, Santos e Atlético-GO também estão no currículo do jogador. Porém, o carinho especial é para a Coruja. "Joguei dois anos no Atlético e também foi especial, mas no Capital consegui ser campeão", frisou Paulinho.

Após trabalhar com técnicos experientes como Doriva, o volante viveu uma experiência nova ao ser comandado pelo técnico Hugo Almeida no Capital. Paulinho elogiou bastante os métodos utilizados pelo treinador, a quem garante uma carreira brilhante pela frente. "Ele sabe ter o grupo na mão, ter a resenha e cortar na hora certa. O grupo abraçou aquilo e ele teve os jogadores para correr por ele e pelo Capital. Foi uma experiência muito boa. A gente vê que é um cara dedicado, que gosta de fazer aquilo", elogiou.

Para 2019, Paulinho terá um novo desafio: jogar em um dos clubes mais bem-sucedidos do futebol do Distrito Federal nas últimas temporadas. O acordo com o Brasiliense veio dias depois das semifinais da Segundinha. "Fiquei feliz demais com a oportunidade que Deus me proporcionou. É uma equipe grande do Brasil. Quero usufruir bastante da estrutura do clube para melhorar meu desempenho em campo", apontou.

Paulinho ressalta importância do relacionamento com o técnico Hugo Almeida: "os jogadores correram por ele"
Foto: Instagram/Reprodução
Ressaltando que nenhum jogador gosta de ficar como opção no banco de reservas, o volante espera aprender com a experiência de outros atletas renomados do elenco amarelo e poder construir seu nome no Jacaré. "Vou jogar com grandes nomes da minha posição, como Radamés. Quero atuar e vou em busca do meu espaço no time. Espero que seja um ano maravilhoso. Estou feliz de ter fechado com o Brasiliense", comemorou.

Golaço veio em semana difícil e profecia da mãe


No primeiro jogo da semifinal da Segundinha, Capital e Planaltina empatavam por 1x1 quando Paulinho acertou um chutaço da intermediária do campo, decretou a vitória e colocou a Coruja em vantagem em busca da vaga no Candangão. O final da história todos sabem: após empate em 1x1 no jogo de volta, o time celeste garantiu a vaga na elite com o volante como um dos heróis do acesso e veio a ser campeão após superar o Taguatinga na final.

Porém, a semana que antecedeu o jogo foi diferente para o jogador. Nos treinos, tudo estava dando errado. O jogador conta que passes e chutes simples que ele costumava acertar ficaram falhos nos dias que antecederam a decisão. Para completar, o pai de Paulinho, grande incentivador e sempre presente nos jogos do atleta, ficou doente não podendo ir ao duelo decisivo. "Naquela semana foi tudo mais difícil. Eu já estava cabisbaixo e meio triste", lembrou.

Antes de sair de casa, uma conversa com a mãe serviu de incentivo para o brilho que viria horas mais tarde. "Antes de eu sair de casa minha mãe falou: “meu filho, confia no seu Deus e seja corajoso”. Fui para o jogo com aquilo na cabeça". Ao chegar no estádio Bezerrão para a partida,  Paulinho recebeu a notícia de que não sairia jogando. "O Hugo optou por eu começar no banco, mas lembrei na hora o que minha mãe falou. Sabia que minha hora ia chegar e já entrei confiante", disse.

Já em campo, o volante parecia prever o que estava por vir. Na primeira tentativa, porém, o alvo não foi alcançado. Nada que o desestimulasse a tentar outra vez. "Quando a bola chegou no meu pé eu decidi tentar chutar de novo. Fui muito feliz de ter acertado aquela batida e foi no momento certo. Foi uma sensação maravilhosa de ter ajudado a dar a vitória para minha equipe e ter feito exatamente o que o Hugo me pediu, colaborando a passar de fase", afirmou repleto de satisfação.

Inicialmente, dez jogadores disputaram em votação popular três vagas na final do Prêmio Dimba. Além de Paulinho, Davi, do Paracatu, e Maiqui, do Bolamense, avançaram para concorrer na fase decisiva do projeto que busca valorizar os artistas do futebol candango. O grande vencedor da premiação e autor do gol mais bonito do ano será conhecido em 15 de outubro, às 18h30, ao vivo durante programa Resenha F.C., do portal DF Sports.

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