Vexame dentro e fora de campo: Dirigentes de clubes envolvidos em escândalos judiciais

Neimar Frota (Samambaia) e Pedro Henrique Lorenzo (Brasiliense) são suspeitos de delitos

Por João Marcelo

O futebol masculino do Distrito Federal não figura nas principais divisões do Campeonato Brasileiro desde 2010, quando o Brasiliense foi rebaixado para Série C. O marasmo vivido pelo esporte mais praticado no país tem muitos fatores. Um reclamado por diversas pessoas ligadas ao esporte é o amadorismo de seus dirigentes. Essa semana, a reclamação pôde ser comprovada com diretores de Brasiliense e Samambaia envolvidos com problemas na Justiça.

Diretor de futebol do Jacaré, Paulo Henrique Lorenzo foi banido do futebol por tentativa de suborno e manipulação de resultado da partida entre CSA/AL e Manaus/AM, na primeira rodada da Copa do Brasil. O dirigente ainda foi multado e terá que pagar R$ 20 mil. O agora ex-dirigente do time amarelo foi condenado pela 5° Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que também condenou Pedro Crema, fisioterapeuta do Brasiliense, com suspensão de 365 dias e multa de R$ 10 mil. Segundo Crema, Paulo Henrique solicitou a ele que tentasse subornar o árbitro Vanderlei Soares de Macedo. A defesa ainda pode recorrer.

O presidente do Samambaia Futebol Clube e ex-mandatário da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Neimar Trindade Frota, está detido. O dirigente foi detido sob suspeita de fraude com cartões de crédito e se encontra na Delegacia de Polícia Especializada (DPE), localizado no Complexo da Polícia Civil (PCDF). Seu advogado, Aldriano Luiz Azevedo Chaves, entrou com pedido de liberdade provisória e o processo continua com seus trâmites normais. A equipe do Distrito do Esporte tentou entrar em contato com Aldriano, mas o profissional não atendeu às ligações.


Problemas refletidos em campo


As duas equipes, Brasiliense e Samambaia, fizeram feio dentro e fora de campo. A primeira, depois de mais um ano sofrível nos gramados, agora é motivo de chacota fora dele. Com um plantel que poderia ter ido mais além nas competições disputadas, o Jacaré Amarelo foi eliminado nos pênaltis nas quartas da Serie D para o Campinense/PB e mostra toda a problemática existente. O time também caiu precocemente na Copa Verde e Copa do Brasil. Luiz Estevão, ex-presidente e grande nome do Brasiliense, continua preso e agora seu diretor de futebol banido de qualquer atividade esportiva.

Com o Samambaia não foi diferente. A Cobra-Cipó teve um ano para se esquecer, rebaixado na última colocação do Candangão e eliminado na fase de grupos do Campeonato Brasiliense de Juniores. Os problemas extra-campo foram os principais fatos que afetaram o time em sua grande volta à primeira divisão depois de 20 anos. Salários atrasados e jogadores sendo dispensados sem justificativa foram motivos de grande insatisfação da equipe. O alvo desse descontentamento era o presidente do clube, Neimar Frota. 



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