Os insucessos do clube nos ultimos anos causam desconfiança na torcida amarela sobre o clube

Foto: Marco Antônio Tchefy

Por Mateus Teófilo*

Uma coisa que sempre costumo falar em relação ao futebol do Distrito Federal é que falta gestão. Não apenas aos times, mas também à Federação. Poderia dar milhões de exemplos para defender esse meu ponto de vista, mas hoje gostaria de falar de outra coisa que me incomoda há muito: o “predatismo” do Brasiliense no mercado de transferências.

Com a ida de Mirandinha, destaque do Ceilândia, para o Jacaré, uma ação bastante prejudicial ao esporte candango parece se tornar cada vez mais rotineira: a ida de destaques dos outros times para o Brasiliense.

Não sou louco de dizer que o Brasiliense está errado em buscar boas opções para reforçar sua equipe. Mas tem “algo errado que não está certo”, porque aparentemente só o Brasiliense consegue manter bons jogadores por mais de uma temporada. É só algum atleta se destacar por qualquer outra equipe, que em pouco tempo acontece a transferência pro Jacaré.

E assim o Candangão vai se desvalorizando, porque nenhuma equipe chega nas outras competições com chances de ir longe. Há uns anos atrás, por exemplo, o Ceilândia perdeu Romarinho (que não é filho daquele Romário), maior destaque do time na época, quando ainda jogava a Série D, competição que o Brasiliense nem disputava mais. Resultado? 

Todas esperanças do gato preto caíram nas costas de Filipe Cirne que, apesar de bom jogador, não conseguiu “resolver a parada”, e o Ceilândia acabou eliminado. E adivinha onde o Cirne foi jogador no ano seguinte? Pois é, no Brasiliense.

Para piorar toda a situação, mesmo “roubando” os maiores talentos das outras equipes, o Jacaré não consegue avançar fundo nas competições que disputa. E o futebol candango segue nessa sina, onde o Brasiliense fortalece seu elenco enfraquecendo os rivais regionais, mas quando chega a hora do “vamo ver” nas competições nacionais, amarela.

*Os artigos publicados nessa coluna são de inteira responsabilidade de seu autor. As opiniões neles emitidas não estão relacionadas, necessariamente, ao ponto de vista do Distrito do Esporte.