Em entrevista, o jogador revelou o sonho de um dia defender as cores do Brasiliense
Foto: Reprodução/Instagram
Por Craques do Candangão

Das quadras para o campo. A história de boa parte dos atletas que se formam como jogadores profissionais de futebol muitas vezes segue esse caminho. Hoje, na série História de Craque, contaremos a trajetória de um garoto que veio do futsal para brilhar nos gramados da Capital Federal. Trata-se de Wilker, hoje jogador do Brazlândia, da segunda sivisão do futebol local.

Wilker Barreto Nascimento, de apenas 20 anos, tem bastante história pra contar dentro do futebol. Apesar de ser jovem, o atleta já experimentou a roda gigante do esporte e viveu bons e maus momentos no futebol. Passou pelo ápice no Atlético-PR ao baixo rendimento e poucas oportunidades no Paranoá.

Wilker iniciou sua carreira muito jovem na Escolinha de Futebol do Brasília Academia, do técnico Écio Antunes, onde obteve destaque e, rapidamente, foi para o CT de Cotia, do São Paulo. "Passei três anos em monitoramento no clube e após isso fui para o Goiás, onde fiquei apenas um mês”, contou. No futsal, um hobby nos momentos de folga, ele conquistou por duas vezes o campeonato "Abarka",  disputado na cidade de Sobradinho, além de ter sido artilheiro da competição.

Foram três anos atuando na base do Leão até subir para a categoria profissional em 2017, no time comandado pelo técnico Augusto César e dirigido por Túlio Lustosa, que hoje estão no Goiás. Wilker enalteceu o tempo que passou na equipe "Fui muito bem tratado dentro do Sobradinho, desde a base até o profissional. Tenho muito carinho pelo clube e me senti honrado em jogar no time da minha cidade", disse.

A temporada do Sobradinho do Campeonato Candango de 2017 foi boa. Mesmo com pouco caixa, o time chegou até às semifinais, perdendo para o campeão Brasiliense. Foi nessa partida, no Estádio Mané Garrincha, que Wilker chamou a atenção do Craques do Candangão pela primeira vez: entrou no segundo tempo e infernizou a defesa do Jacaré, demonstrando muito talento e capacidade para alcançar voos mais altos dentro e fora do futebol da capital. 

Perguntado sobre a temporada de 2017, Wilker reconheceu o bom desempenho e falou sobre a observação de um clube gigante em seu futebol. "Fiz um bom Candangão pelo Sobradinho, apesar de ter sido titular apenas uma vez, mas sempre entrando bem na segunda etapa. Foi nesse mesmo campeonato que surgiu o interesse do Atlético-PR, que estava me observando", lembrou.

Ao final do campeonato local, o interesse se concretizou e Wilker partiu para Curitiba, onde iniciou um novo ciclo. Lá, segundo ele, viveu uma experiência incrível, em um time de ponta e com uma estrutura nível europeu. "Foi um experiência muito grande. Sem dúvidas foi minha melhor fase no futebol. Joguei o Brasileirão de Aspirantes e tive a oportunidade de treinar com o elenco profissional de clube de Série A. Foi gratificante, um sonho", concluiu.

Após a ótima experiência no Atlético-PR, surgiu a oportunidade voltar a Brasília para jogar o Candangão 2018 pelo Paranoá. Porém, a Cobra Sucuri acabou sendo rebaixado para a segunda divisão. Wilker reconhece que o desempenho no clube foi abaixo do esperado. "Foi uma temporada apagada. Infelizmente fomos rebaixados, mesmo com um bom time”, lamentou o jogador.

Hoje, o jovem jogador está jogando a segunda divisão local no Brazlândia e fez uma boa estreia na vitória da Garça por 7x0 sobre o CFZ. Wilker ressalta que deixará tudo dentro de campo nessa competição e já traça novos objetivos e sonhos na carreira. “Quero fazer uma boa Segundinha, buscar esse acesso ao Brazlândia e despertar interesse em algum outro clube”, projetou. Segundo Wilker, jogar em um gigante da capital federal é um dos objetivos. "Meu sonho é jogar no Brasiliense", revelou.

Aos 20 anos e elogiado por muitos treinadores e admiradores do seu futebol, o garoto de essência humilde da cidade de Sobradinho busca brilhar e seguirá lutando firme pelo seu lugar ao sol. O futebol brasiliense precisa de persistência e humildade para quem deseja chegar longe. Wilker é um exemplo disso. Mesmo após passar pelas divisões de base de grandes clubes, mantém os pés no chão e agora joga na segunda divisão do Distrito Federal, mostrando que quer crescer mais ainda dentro esporte.