A equipe sub-16 do Vizi alcançou o quarto lugar da Série Ouro na competição sul-americana e dois prêmios individuais

Foto: Divulgação/Clube Vizinhança
Por Danilo Queiroz

O basquete sempre foi o orgulho do Distrito Federal e a cada ano que passa o torcedor brasiliense ganha mais motivos para se aproximar ainda mais do esporte, que foi popularizado por aqui com a ascensão do Brasília, tricampeão do Novo Basquete Brasil (NBB) nas temporadas 2009-10, 2010-11 e 2011-12. Com o fim da franquia, muitos acreditavam que o esporte também sucumbiria em ambito local. Porém, o basquete da capital está mais vivo do que nunca e a cada ano os fãs ganham novos xodós para acompanhar.

Neste ano, Cerrado Basquete e Brasília Búfalos colocaram a cidade de volta no circuito profissional brasileiro ao disputarem a Liga Ouro, divisão de acesso para o NBB. A vaga na principal competição nacional não veio, mas a certeza de dias melhores ficou evidente. E o futuro dos atletas de Brasília está garantido com o trabalho de base que vem sendo feito. Na última semana, o Clube Vizinhança colheu bons frutos no Encontro Sul-Americano de Basquete, realizado em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. 

O campeonato sul-americano contou com 65 equipes brasileiras, argentinas, uruguaias e paraguaios. Camisas pesadas como Corinthians, Pinheiros, São Paulo, Mackenzie, Hindu, da Argentina, e Campo Alto, do Paraguai jogaram com os garotos do Distrito Federal nas categorias Sub-12, Sub-13 e Sub-16. A primeira semana do evento aconteceu entre 16 e 20 de julho. Uma nova rodada de jogos ocorrerá entre 23 e 27 de julho para os atletas da sub-14 e sub-15, nas quais o Vizinhança não estará.

Após criar uma vaquinha on-line para arrecadar recursos e disputar o torneio no sul do país, o Vizi fez bonito ao representar o Distrito Federal nas categorias sub-12, sub-13 e sub-16. Os garotos mais velhos conseguiram os melhores resultados, ao chegar na quarta posição geral da Série Ouro da competição. Também na fase ouro, o sub-13 ficou com o sétimo lugar geral. Já os meninos mais novos avançaram até a Série Prata do campeonato.

"O Encontro Sul-Americano de Basquete é um ótimo campeonato. Todo ano ocorre esse torneio e acho que a cada edição que passa vai melhorando e ficando mais difícil de ficar entre os primeiros. É um campeonato onde você pode mostrar o que sabe fazer. É um lugar para pegar mais conhecimento e ver que os outros times são bem fortes. Temos um time bem entrosado e isso fez com que a gente ficasse entre os quatro melhores do campeonato", ressaltou o ala-pivô Ítalo Santos.

O armador Luís Felipe Moreira compartilhou as impressões do colega sobre o nível da competição sul-americana e destacou o aprendizado adquirido dentro de quadra ao enfrentar times com alto nível de desempenho. "Foi uma experiência muito boa que proporcionou nosso crescimento como equipe e jogador. Cada time enfrentado era níveis técnicos muito bons e diferenciado ajudando ao nosso crescimento e conhecimento", analisou o jogador.

Vizi garante dois atletas entre os melhores do Encontro


Além dos resultados coletivos, o Vizinhança também ficou em evidência com os destaques individuais do time. Quarto lugar geral, o time brasiliense emplacou dois nomes entre os melhores do Encontro Sul-Americano de Basquete. O ala-pivô Ítalo Santos e o armador Luís Felipe Moreira ganharam os prêmios de melhores jogadores em suas posições.

Luís Felipe e Ítalo com os troféus de melhor armador e ala-pivô do Encontro Sul-Americano de Basquete
 Foto: Divulgação/Clube Vizinhança
"Gostaria muito de me tornar um jogador profissional... sou muito novo ainda e tenho muita coisa a aprender. Ganhei o prêmio de melhor ala-pivô e fiquei satisfeito com isso, pois sei que estou fazendo as coisas certas dentro de quadra", comemorou Ítalo, que agora irá para Curitiba disputar o 12º Torneio Sulamericano de Basquete com o time sub-15 do Vizinhança entre 25 e 30 de julho.

Assim como o colega de time, Luís Felipe também vislumbra uma carreira como profissional do Basquete. Para o atleta, o troféu individual é apenas mais um impulso extra em busca do sonho. "Tenho desejo de participar dessa evolução do basque e fazer parte de uma equipe brasileira. O prêmio foi uma realmente uma conquista pessoal que me motiva a continuar treinando duro para alcançar coisas ainda maiores, mas sem dúvida trocaria meu prêmio por um primeiro lugar para a equipe", contou.