Torcedores símbolos de Fla e Flu deixam Mané Garrincha com sotaque carioca

Palhaço das Multidões e Chapolin Rubro-Negro contam histórias de suas paixões por Fluminense e Flamengo

Foto: reprodução da internet


Por João Marcelo

Hoje é dia de Fla x Flu! Mas precisamente Flu x Fla, já que o tricolor carioca é o mandante. O clássico, denominado de "o mais charmoso do Brasil.", será disputado em terras brasilienses. A partida iniciará às 20h e todos os 60 mil ingressos já foram vendidos. O último jogo entre as equipes no estádio Mané Garrincha havia acontecido em 21 de fevereiro de 2016. O rubro-negro carioca saiu como vencedor, com gols de William Arão e Guerrero. Gustavo Scarpa fez pelo lado tricolor.

Aproveitando o clima do clássico, o Distrito do Esporte conversou por telefone com dois torcedores símbolos das equipes. Desirée Rogério de Carvalho e Fernando Souza de Fonseca, conhecidos respectivamente por "Palhaço das Multidões" e "Chapolin Rubro-Negro", contaram o que já fizeram por seus clubes e promoveram a paz no futebol. Teve fantasia testada em festa e até casamento perdido devido ao amor pelos clubes.


Ele é conhecido pela torcida tricolor como "Palhaço das Multidões" e demonstra o seu grande amor pelo clube a todo momento. Segundo o próprio Desirée, seu amor pelo o tricolor o acompanha desde novo. "Minha paixão começou cedo, aos 8 anos. Eu estudava em um colégio interno e saía uma vez por mês. Quando saímos do colégio, eu e meus amigos passávamos em uma banca e lá tinha uma bandeira do Fluminense, eu achava linda. O jornaleiro da época, seu Pasquale, era um italiano e torcia pro tricolor. Eu comentei que achei linda, ele me deu uma de presente e disse que eu seria um grande torcedor tricolor. Desde então me apaixonei pelo clube e o amor aumenta cada vez mais."

Seu fanatismo é contado por ele com dois fatos. O primeiro se remete à sua infância, ainda no colégio interno. "Depois que virei tricolor, eu queria ver o Fluminense de perto. Pulei o muro do colégio em um dia de jogo e fui para o Maracanã. Como não podia entrar sozinho no estádio e nem no trem, eu pegava na mão de alguém e chamava de tio. Pedia para me acompanhar pois queria ir ver o meu fluzão. Muitos riam, mas deixavam eu entrar com eles. Quando voltava pro colégio, ficava de castigo. Mas valia muito a pena, eu via o Fluminense."

A segunda história envolveu dois casos de amor. Era 1969 e Desirée tinha casamento marcado para um sábado às 19:30. O Fla x Flu estava marcado para o domingo, porém devido à um show, teve que ser remarcado para o sábado às 17h. Então, o ilustre torcedor decidiu ir ao jogo. "O jogo começava às 17h e terminaria às 19h. Meu casamento era 19:30, então tinha meia hora para ir pro casamento. Para o meu azar, o trem quebrou e eu tive que pegar um ônibus. Além disso, tive que andar muito para chegar na Igreja. Cheguei às 21h no local e já não tinha mais ninguém, acabei não casando. Mas vi a vitória do meu Fluminense e fique feliz." diz o Palhaço das Multidões.

Misturar um personagem mexicano com o time de maior torcida do Brasil dá certo? Sim, e muito! Assim foi a ideia de Fernando Souza de Fonseca, o Chapolin Rubro-Negro. "Eu via muitos torcedores indo aos estádios fantasiados, achava aquilo incrível. Olhava o pânico do Flamengo, o anjinho e até torcedores de times rivais. E pensei que poderia fazer isso também. Foi quando resolvi comprar uma fantasia de Chapolin e ir a um aniversário de 15 anos. Foi como um teste, para saber o que as pessoas achariam daquela fantasia. Tive sucesso na festa e resolvi ir ao estádio fantasiado." diz o herói mexicano e flamenguista.

O seu sucesso começou a render fãs no Maracanã. "Eu tirava muitas fotos, eram muitas crianças e até adultos. Me tornei conhecido dentro da torcida e a fantasia me dava sorte, o Flamengo ganhava sempre.". O reconhecimento crescia gradativamente entre os rubro-negros cariocas, se tornava o símbolo de irreverência da torcida. O momento do clube ajudava, o time vinha em uma fase boa e os seus seguidores acompanhavam a todos os lugares. Daí o início do AeroFla, um movimento que reunia torcedores do Flamengo nos aeroportos no embarque e desembarque da equipe. "Eu fui no AeroFla e é coisa de louco. Uma sensação inexplicável, eu me arrepio ao falar sobre isso. Foi aí que eu comecei a ficar conhecido por outras torcidas, pois eu aparecia nos programas esportivos. Dei muitas entrevistas e conheci muitas pessoas do jornalismo e esporte, algo que eu nunca havia esperado. Ganhei até uma camisa do Felipe Vizeu!"

O jogo começa em poucas horas, mas o clima de clássico já ferve nas torcidas. Ambos deixaram recado para a torcida e pro torcedor símbolo. "O Fluminense cresce nos clássicos, principalmente contra o Flamengo. Gostamos de ganhar deles (risos) e sempre digo para meus amigos: eu teria um desgosto profundo, se faltasse o Flamengo no mundo. 2 a 1 para nós hoje!" falou o tricolor Desirée. Já o flamenguista Fernando não deixou de citar a boa fase do time. "Manda um alô pro Desirée por mim, mas hoje o resultado é nosso, 2 a 1 para o Mengão!". O clima de paz continou com o Palhaço das Multidões, "Que você continue com essa alegria e amor ao Flamengo, a paz sempre tem que reinar entre as torcidas." finalizou o tricolor.

E você leitor, quanto vai ser o jogo de logo mais?
Desejamos um bom clássico aos que forem ao jogo, procurem ir com antecedência para não ter nenhum problema na entrada e torçam com paz! Rivais sim, inimigos nunca.


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