Brasiliense e Sobradinho decidem título candango neste sábado

Brasiliense e Sobradinho decidirão o dono do trófeu Candango neste sábado - Foto: Divulgação/FFDF
Depois de 79 batalhas disputadas, o Campeonato Candango de 2018 chegou ao seu último ato. Nele, Brasiliense e Sobradinho duelarão no gramado do estádio Mané Garrincha para decidir quem será o time que conquistará a hegemonia do futebol local nesta temporada. A grande final do torneio regional entre Jacaré e Leão da Serra terá bola rolando a partir das 16h25. Assim como no último sábado, os ingressos para o jogo custarão R$ 10,00. Em campo, o time amarelo busca o bicampeonato consecutivo e o décimo de sua história, enquanto o alvinegro busca sair da incômoda fila de espera da competição e garantir seu tricampeonato do DF.

O Brasiliense entrará em campo com vantagem, já que saiu vitorioso da partida de ida por 1 x 0. Os comandados do técnico Aílton Ferraz jogam pelo empate para garantir o troféu estadual. Para o Sobradinho, somente a vitória interessa, tendo em vista a necessidade de o time do técnico Vitor Santana precisar vencer por dois ou mais gols de diferença para se sagrar campeão e levantar a taça ainda no tempo regulamentar - caso o Leão da Serra vença pelo placar mínimo, o campeão do Distrito Federal será definido nas penalidades máximas.

Na expectativa de chegar ao título que não vem desde 1985, os jogadores do Sobradinho sabem da necessidade de atacar para tentar reverter a vantagem construída pelo Brasiliense nos 90 minutos iniciais. O atacante Mirandinha, um dos destaques do time alvinegro no Candangão, classificou a decisão como “o jogo da vida” dos atletas e prometeu postura ofensiva desde o apito inicial do árbitro Rafael Diniz, responsável por conduzir o duelo decisivo do torneio local. “Fizemos uma bela partida no sábado e sabemos que temos condição de reverter a vantagem construída por eles. A postura vai ser de atacar do início ao fim. Vamos partir para cima do primeiro minuto ao último para conseguir o título”, destacou o camisa 11 do Leão da Serra.

Ciente da necessidade do adversário de buscar o resultado, o atacante Reinaldo destacou as qualidades do Sobradinho, mas prometeu que o Brasiliense não mudará seu estilo de jogo devido à vantagem. O camisa sete do Jacaré aproveitou para salientar sobre os perigos de esperar o rival tomar as ações da partida. Para o autor do único gol do primeiro jogo da final, entrar com o regulamento embaixo do braço representa um risco desnecessário para o time amarelo. “Nossa postura vai ser a de sempre. O Brasiliense tem uma camisa pesada, com final de Copa do Brasil e vários títulos do Candangão, então temos que entrar para vencer. Vamos fazer nosso jogo, com posse de bola, tentando chegar rápido ao gol”. A necessidade de ter cuidados defensivos com o rival também foi lembrado pelo jogador. “É um jogo de erro zero”, complementa.

Os dois atletas reforçaram o clima de confiança existente em ambos os vestiários. As palavras foco e concentração, inclusive, fizeram parte dos discursos de Reinaldo e Mirandinha sobre a partida final. A sintonia também foi observada quando os jogadores comentaram os acontecimentos do primeiro jogo da decisão. “Minha análise é a seguinte: um tempo de cada time. Nós tivemos chances de fazer mais gols no primeiro tempo e o Sobradinho teve duas ou três oportunidades claras no final”, assegura o atacante do time amarelo. “Se colocar pelo lado deles, o resultado mais justo seria o empate, por ter um tempo bom para cada um, mas achei o um resultado justo pelo o que produzimos, principalmente no primeiro tempo”, continuou o experiente jogador de 39 anos.

Já o atacante alvinegro destacou o “excesso de respeito” demonstrado pelo Sobradinho nos minutos iniciais da decisão como um dos empecilhos para o time conseguir a vitória no confronto. Para Mirandinha, faltou atenção para os alvinegros saírem do Mané Garrincha com um resultado mais favorável. “Demos bastante espaço para eles, mas no segundo tempo nos encontramos na partida e conseguimos dominar o jogo”, cita. Enumerando as diversas chances perdidas pelo alvinegro, o jogador classificou o último sábado como o dia em que a bola não quis entrar. “Tivemos gol anulado, bola na trave e mais posse de bola. Mas ficou tudo guardado para amanhã. Se Deus quiser, vamos conseguir fazer os gols necessários e sair com a vitória”, espera.

Busca pelo bicampeonato x anos de fila

O jogo entre Brasiliense e Sobradinho colocará frente à frente duas equipes que vivem momentos bastante opostos na história recente do Campeonato Candango. De um lado, o Jacaré carrega a soberania local, com nove conquistas alcançadas nos últimos 14 anos. Do outro, o Leão da Serra tentará erguer a taça do torneio local para deixar a fila de 33 anos longe do topo do Distrito Federal.

Ciente da responsabilidade e da ansiedade gerada pela longa espera da torcida alvinegra, Mirandinha alegou não sentir pressão para trazer o título para Sobradinho. O jogador preferiu enaltecer a conquista de recolocar o time nos holofotes do futebol candango depois de tanto tempo - a última final do Leão da Serra, por exemplo, foi em 1994, quando o time perdeu a taça para o Gama. “Somos vitoriosos de estarmos na final e falta apenas um detalhe para fazermos história no clube e trazer esse título inédito para os jogadores e comissão técnica”, ressalta.

Multicampeão com as camisas representadas durante a carreira, Reinaldo salientou ainda sentir o característico nervosismo de uma final de campeonato. “Sempre tem aquele friozinho na barriga. Quando se perde isso precisa parar de jogar futebol. Estamos muito concentrados para conquistar mais um título com a camisa do Brasiliense”, frisa. O atacante de 39 anos foi categórico ao reafirmar a motivação para disputar o que classificou como o título mais difícil da carreira. “Sempre falo: o jogo e o título mais importantes são os próximos. Espero que dê tudo certo para o lado do Brasiliense para sairmos com a taça”, filosofou.

Taça no palco da final

Antes dos jogadores entrarem no gramado do Mané Garrincha, o objeto de cobiça dos clubes esteve no palco da decisão. Segundo a FFDF, o design da taça foi pensado para passar a sensação de subida em degraus rumo ao topo, onde se encontra a bola de ouro, que representa o ápice da conquista.

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