Aílton Ferraz chega ao Brasiliense sonhando com a taça do Candangão


Na sexta-feira, o Brasiliense apresentou o nome escolhido para tentar resolver os problemas apresentados pelo time - foram duas eliminações em torneios nacionais (Copa Verde e Copa do Brasil) em apenas 10 dias. Aílton Ferraz, ex-Tupi, é o responsável por recuperar a auto-estima e o futebol do Jacaré.

Mal chegou, o novo professor já partiu para o trabalho. Saiu do aeroporto - veio do Rio de Janeiro - direto para o CT do clube amarelo. Conheceu os atletas, desceu para o gramado e começou a trabalhar. Foram quase 15 minutos de conversa com os atletas no centro do campo. Depois, treino para os reservas, enquanto os titulares realizavam trabalhos na academia.

Pouco antes, Aílton Ferraz conversou com a imprensa e o Distrito do Esporte estava lá para ouvir o novo treinador do Jacaré. Aílton abordou sua carreira como jogador e técnicos, o desafio de estar no Brasiliense e expectativas para o novo trabalho. A saga começa hoje, às 16h, contra o Paranoá, no estádio Mané Garrincha, onde o comandante buscará dar sua cara ao time amarelo.

Coletiva Aílton Ferraz, técnico do Brasiliense

Chegada ao Jacaré
“Espero que eu possa ter bastante êxito aqui. Estudei muito para estar aqui hoje, não basta apenas ter jogado profissionalmente. Já estou há 15 anos nessa nova antiga carreira. Quero chegar mais além. O Brasiliense é um grande passo para atingir coisas maiores. Quero fazer o nome aqui”

Passe para o gol de barriga
“O Renato, por ser bom de mídia, pegou o gol. Mas na súmula o gol é meu. Está lá, Aílton dos Santos Ferraz, camisa número 8, aos 39 minutos. Isso é legal. Até hoje o gol é bastante falado. Foram situações boas que passei no futebol. O passado foi muito bem feito”

Campanha no Tupi em 2017
“Cheguei no Tupi e eles tinham um ponto no Mineiro. Quase classifiquei. Na Série C, ficamos no quase de novo, quando fomos eliminados para o Fortaleza. Foi um trabalho muito bem feito. Deixei uma porta grande aberta. A situação foi muito boa para mim. Eu estava há quase um ano parado e retomei a carreira.”

Momento do Brasiliense
“Eu vi o jogo da eliminação contra o Oeste e o time não merecia. Jogou bem, tanto que foi aplaudido pela torcida. O último jogo contra o Atlético é preocupante porque foram duas derrotas. No regional tem a situação para mudar. São dois jogos (adiados) em casa e depende só da gente. Dependendo da gente, fica mais fácil chegar acima na tabela"

Sem tempo para treinos
"O momento para o treinador que chega e não pode dar treino, tirar o máximo dos atletas. A batida que eles estão tendo. Jogaram ontem e o cansaço vem hoje. Então vai ser posicionamento e no papo. Isso, para a chegada de um treinador, é difícil. Mas são desafios que não podemos deixar passar. Quem vai fazer acontecer são eles, nós vamos dar apenas uns toques. Se eles entenderem o que quero passar, nós temos condições de ficar em cima da tabela” 

Mudanças no time titular
“Mexer no momento é complicado. Eu observei que o time está errando muito na bola parada contra e tem que corrigir urgentemente. O time tem jogado bem, mas a bola não entra. Espero que possamos, num curto período de treinos, dar uma cara para conseguir as vitórias”

Solicitar contratações e estilo de jogo
“Não deu tempo disso. Arrumei a mala rápido quando me ligaram hoje. Quando começamos a agredir na marcação evitamos que os volantes e os meias sofram mais. Essa pressão é muito importante. Vamos tentar colocar dentro dessa equipe, para eles terem sede de estar com a bola. A posse de bola é importante, desde que seja agressivo. O Brasiliense está tendo mais posse, mas está perdendo os jogos. Tem situações pontuais que eu já trouxe para corrigir” 

O que o atraiu para o futebol de Brasília
“Primeiramente foi ter a oportunidade de vir para um time grande. É um clube estruturado, com boas condições de fazer um bom trabalho. O grupo de jogadores também, estão bem fisicamente e tecnicamente. Sabemos que é difícil o começo, mas temos que começar com tudo”

É possível levar o Brasiliense para a Série C?
“Com certeza. Sou grato o resto da vida pelo Tupi. Eles abriram as portas e eu fiz um bom trabalho. Espero repetir aqui no Brasiliense, dar uma cara para o time. Primeiramente conquistar o regional, que é sonho para qualquer treinador e tentar algo a mais”

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